Existe idade certa para FALAR?

Existe idade esperada para as primeiras palavras!


Geralmente, ao completar 12 meses esperamos que a criança produza pelo menos duas palavras (mama, papa, “aga” para agua, entre outras possibilidades). Quando isso não ocorre, é sempre necessário analisar outras questões como os marcos do desenvolvimento motor e também aspectos comportamentais. Ainda, caso a criança complete 18 meses e ainda não produz palavras, ela deve procurar um profissional com expertise em linguagem e fala infantil.

Mas o que pode atrasar a fala?

A fala sofre influência de diversos fatores, como por exemplo, genéticos e ambientais. Os atrasos de fala relacionados à estimulação ambiental tem uma tendencia a responder melhor a intervenção, e quanto antes for iniciado o acompanhamento, melhor é o prognóstico.

O mesmo ocorre com os transtornos que apresentam fatores hereditárias, contudo a resposta destas crianças a intervenção requer um pouco mais de tempo. Ainda, existem alterações de linguagem que decorrem de outros quadros, e estes geralmente são acompanhados por uma equipe multidisciplinar. E o fonoaudiólogo responsável avaliará e irá propor o caminho terapeutico para os aspectos de linguagem.

Por isso, atente-se: por mais que cada criança tenha um ritmo único, existem os marcos que são relevantes rastreios para possíveis alterações.

Fga. Me. Heloisa Gonçalves
Fga. Me. Heloisa Gonçalves

Fonoaudióloga formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Mestre em Distúrbios da Comunicação Humana (2019) e doutorado em andamento no programa de Distúrbios da Comunicação Humana da UNIFESP - Escola Paulista de Medicina. Além disso, tem experiência nas alterações de fala infantil, como: Apraxia de Fala na Infância, Autismo, Comunicação Alternativa (PECS), Atraso na Fala e Transtornos no Desenvolvimento de Fala e Linguagem. Ainda, atua com treinamento e orientação parental e estimulação precoce. Em 2020, participou da escrita de capítulo do livro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia: Estratégia e orientações em linguagem: um guia em tempos de COVID 19.